A homeopatia é orientada por quatro princípios: lei dos semelhantes,
experimentação na pessoa sadia, doses infinitesimais e medicamento
único.
O princípio da lei dos semelhantes estabelece que uma doença
específica pode ser curada pela substância capaz de reproduzir os mesmos
sintomas da doença. Ou seja: o que causa mal a alguém “saudável” pode
curar alguém doente. Se um veneno produz efeitos como vômitos em uma
pessoa, a versão homeopática (diluída) desse mesmo veneno poderá tratar
pacientes com problemas de vômitos recorrentes, e assim por diante.
A experimentação na pessoa sadia dita que os testes de medicamentos
homeopáticos devem ser realizados em pessoas – nunca animais –
saudáveis. Dessa maneira, é possível avaliar os efeitos objetivos e
subjetivos no grupo de experimentadores (como são chamados) e encontrar,
em termos gerais, o “veneno que em doses homeopáticas cura”.
As chamadas doses infinitesimais consistem na diluição drástica de um
medicamento e agitação (dinamização) para “despertar” propriedades
latentes. Esse princípio causa controvérsias, porque, de acordo com
muitos médicos, desafia qualquer lei da física ou bioquímica conhecida:
de tão diluído o remédio, é possível que não haja nenhuma molécula
mensurável do princípio ativo original. Alguns experimentos, no entanto,
indicam que fenômenos ainda incompreendidos da física quântica poderiam
explicar a eficácia dos medicamentos homeopáticos.
O princípio do medicamento único, que suscita debate mesmo entre
especialistas em homeopatia, firma que a intervenção deverá ser
realizada por vez: o paciente deverá tomar o medicamento que contenha o
maior número de estímulos para os sintomas que o paciente apresenta.
Apenas dessa forma o médico conseguirá avaliar a eficiência da terapia
de forma precisa.

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